O Ministério da Saúde divulgou, nesta terça-feira (22), um novo Boletim
Epidemiológico sobre a situação da microcefalia no País. Até agora,
foram notificados 2.782 casos suspeitos da doença e 40 óbitos, até 19 de
dezembro. Os relatos estão distribuídos entre 618 municípios em 20
Unidades da Federação.
O último boletim do governo sobre vírus Zika indicava que, até o dia 12
de dezembro, foram notificados 2.401 casos de microcefalia (quadro
relacionado à infecção por Zika em gestantes) em 549 municípios de 20
unidades da federação. Desses, 134 tiveram a relação com o vírus
confirmada, 102 foram descartados (não têm relação com o Zika) e 2.165
estão sob investigação.
De acordo com o ministério, a investigação dos casos de microcefalia
relacionados ao Zika é feito em conjunto com gestores de Saúde de
estados e municípios. Equipes técnicas de investigação de campo estão
trabalhando em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e
Ceará.
Atualmente, a circulação do Zika é confirmada por meio de teste PCR, com
a tecnologia de biologia molecular. A partir da confirmação em uma
certa localidade, outros diagnósticos são feitos clinicamente, por
avaliação médica dos sintomas.
O ministério diz ter capacitado mais 11 laboratórios - além dos cinco
considerados de referência no País - para a detecção, por meio de teste,
da doença. Nos dois próximos meses, a tecnologia será transferida para
outros 11 laboratórios - chegando a um total de 27 unidades para
analisar 400 amostras por mês.
Doações de sangue
A época de fim de ano - quando há muitas festas, viagens e,
eventualmente, queda na doação de sangue - merece atenção especial para
incentivar os doadores a comparecer nos hemocentros. Já que, atualmente,
nenhum teste é capaz de detectar o Zika em sangue doado em tempo hábil,
o ministério reforça orientações passadas aos hemocentros no começo
deste mês sobre os critérios estabelecidos para doação.
