quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Evidências de que a evolução é falsa

Os colaboradores Wallace Barbosa, colunista da página Teoria do Design Inteligente, no Facebook, e Everton Fernando Alves, enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM (conheça o e-book dele) aceitaram meu desafio de refutar o artigo publicado no site Hypescience, com o título “Descobertas científicas que provam que a evolução é real”. Aqui está o resultado da ótima pesquisa deles. Antes, porém, é importante esclarecer alguns pontos a fim de que não sejam generalizadas as afirmações feitas no texto, e que sejam entendidas dentro do contexto adequado. Nós, criacionistas, entendemos e aceitamos que a teoria da evolução trouxe grandes contribuições à história da ciência. Já está bem estabelecido o papel da seleção natural, das variações de baixo nível (conhecidas como o processo de microevolução observado nos experimentos de Lenski), especiação e ancestralidade comum com limitações. Porém, nos posicionamos contra a ideia de macroevolução (grandes mudanças ao longo de milhões de anos), que não pode ser testada, e a ancestralidade comum no contexto neodarwinista, questões ainda em debate. [MB] Ácido Desoxirribonucleico (DNA) Analisemos a primeira afirmação: “Uma das coisas mais notáveis sobre A Origem das Espécies de Charles Darwin é que ele articulou sua teoria sem saber o mecanismo exato pelo qual a variação genética ocorria.” Sim, Darwin nada sabia sobre DNA ou leis de hereditariedade, por isso a “redescoberta” das leis de Mendel, por Hugo de Vries e colaboradores, no início do século 20,[1] levou a três décadas de intensas disputas sobre a veracidade da teoria de Darwin,[2] visto que o que Darwin postulou foi contrariado pelos fatos. Com muito esforço, os evolucionistas deram origem à síntese moderna da evolução, que tentou unir o evolucionismo com as leis de Mendel. Apesar de mais de meio século de especulação, o DNA sempre se demonstrou incompatível com teorias naturalistas – que defendem que tudo é fruto de causas naturais, incluindo a vida -, ao ponto de levar um de seus descobridores, Francis Crick, a publicar um estudo[3] apoiando a hipótese da panspermia dirigida, que defende que a vida foi implantada na Terra por seres inteligentes extraterrestres, embora essa mesma hipótese já tivesse sido apresentada em 1966 por Shklovskii e Carl Sagan.[4] A impossibilidade de negar que o DNA seja fruto de criação inteligente se encontra no fato de que sua estrutura é complexa, elegante e delicada demais para ter surgido por acaso no meio de qualquer “sopa primordial”, onde seria degradada por inúmeras reações químicas diferentes, o que ocorre mesmo dentro de uma célula.[5, 6] Além disso, o DNA é um verdadeiro disco rígido: um grama de DNA pode armazenar até 455 exabytes de informação, humilhando qualquer tecnologia humana atual.[7] Analisemos a segunda afirmação: “Como o DNA é universal a toda vida, sua presença sugere fortemente que todas as criaturas da Terra evoluíram de um ancestral comum.” Dizer que a presença de DNA em todos os organismos prova uma ancestralidade comum é o mesmo que dizer que todos os livros evoluíram de um “livro primordial”, só porque todos usam as mesmas letras do alfabeto. Assim como as linguagens humanas possuem palavras, regras e estruturas distintas, o DNA também possui muitas diferenças entre espécies. Cada táxon (grupo de animais ou plantas que possuam semelhanças entre si) possui suas peculiaridades, incluindo a ordem das bases nitrogenadas (as “letras” do DNA) dos genes, as diferenças na maneira como eles são expressos, suas funções, etc. Podemos exemplificar da seguinte maneira: embora os olhos de cefalópodes (certos moluscos, tais como polvos e lulas) e vertebrados (seres com coluna vertebral, incluindo humanos) possuam um formato similar (tipo câmera), somente poucos genes são compartilhados por ambos os grupos. Dos 5.707 genes específicos do olho de moluscos, apenas 1.571 são encontrados em vertebrados (menos de um terço do total).[8] Analisemos a terceira afirmação: “Ele também explica como a proliferação de mutações genéticas (essencialmente erros de cópia), combinada com os processos de seleção natural, permitem a evolução.” A autora parece desconhecer os efeitos devastadores das mutações em quase sua totalidade. O acervo médico contabiliza a existência de quase sete mil doenças genéticas causadas por mutações em humanos,[9] embora outro estudo indique um número próximo a dez mil.[10] A estimativa é que até um milhão de bases sejam danificadas em humanos diariamente.[11] Ademais, em humanos, as estimativas atuais são de que ocorram entre 100-200 novas mutações por indivíduo a cada geração.[12-14] Destas, os dados variam entre 1-15% de mutações deletérias que causariam a perda direta de informação genética em humanos a cada geração.[12, 14-17] Em relação ao fitness, em 1997, um estudo estimou entre 1-2% a taxa de perda da aptidão humana, ou seja, a frequência com que a humanidade está se degenerando a cada geração.[18] Em 2010, por sua vez, outro estudo estimou que a aptidão humana está em declínio em 3-5% por geração.[14] Se mutações fossem benéficas, não haveria inúmeros mecanismos moleculares que sondam constantemente e procuram reparar todas as mutações que afetam o DNA.[19] Portanto, o organismo inteligentemente procura reparar esses erros, e quando não consegue, apela para a morte programada da célula mutante, a fim de evitar que ela se multiplique, dando então origem a um câncer (de fato, mutações no gene p53 [um dos componentes fundamentais no combate aos tumores malignos] são responsáveis por cerca de metade dos casos de certas variedades de câncer).[20] É válido esclarecer que o DNA não age sozinho. Para ser replicado e funcionar, ele precisa, durante a sua síntese, de centenas de proteínas, que por sua vez precisam do próprio DNA e, especificamente, dos RNAs (mRNA, rRNA e tRNA) que, nessa cadeia de produção interdependente, também precisam de DNA e proteínas, levando a um verdadeiro dilema (ao estilo de “quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?”), tanto para teorias sobre a origem da vida quanto para a evolução,[21] cuja única solução para noessa interdependência funcional é conceber que foram formados ao mesmo tempo.