A Procuradoria da Bélgica confirmou que foram atentados coordenados as três explosões registradas por volta das 8h15 (4h15 de Brasília) desta terça-feira (22) em Bruxelas, na Bélgica, -- duas no aeroporto internacional da capital, perto dos balcões de check-in no terminal de embarque, e outra na estação de metrô de Maelbeek, localizada próxima a edifícios da União Europeia.
O Estado Islâmico assumiu a autoria dos atentados, ao menos 34 pessoas morreram -- 20 no metrô e 14 no aeroporto -- e 136 pessoas ficaram feridas, segundo um balanço provisório das autoridades.
Ao menos uma das explosões foi provocada por um homem-bomba. Mais tarde, um cinturão-bomba não explodido, supostamente pertencente a um terceiro terrorista, foi encontrado no aeroporto e detonado de maneira controlada pela polícia, informou a agência Reuters.
Também foi encontrado um fuzil AK-47 junto de um corpo que seria de um dos terroristas.
"Aconteceu o que temíamos", afirmou o premiê belga, Charles Michel, em declarações à imprensa. "Fomos vítimas de ataques cegos."
O premiê pediu que a população mantenha a calma e a solidariedade neste "momento negro". "Precisamos enfrentar esse desafio em solidariedade, unidos, juntos."
O governo belga já elevou ao nível máximo o alerta para ataques terroristas, já que as explosões ocorrem quatro dias depois da prisão de Salah Abdeslam, suspeito de ter participado da série de ataques terroristas em Paris, em novembro do ano passado, que deixou 130 mortos.
A polícia da Bélgica está em alerta desde então por conta de possíveis represálias.
Após os atentados, a recomendação das autoridades é que ninguém saia de casa ou do trabalho.

